• As
Gestões do CFB
O que se falou aqui sobre o CFB e sobre
os Conselhos Regionais, na sua parte
histórica, constam das Atas da Diretoria e das Atas das Reuniões
Plenárias da 1ª Gestão, que eram feitas cuidadosamente por
Alice Camargo Guarnieri, sob a supervisão atenta de Laura Russo.
Conforme previa o Regimento Interno do CFB, aprovado
na 1ª Reunião
Plenária, em julho de 1966, a dinâmica para se eleger os membros
do CFB era a seguinte: bibliotecários de todo o país inscreviam-se
particularmente e cada Escola ou Curso de Biblioteconomia indicavam até três
nomes de professores.
A Comissão Eleitoral, instituída pelo CFB, examinava as inscrições
e as indicações, homologando ou não cada uma delas. No
dia da votação, entre os bibliotecários inscritos eram
eleitos 10, sendo apenas um para cada CRB. Os sete primeiros eram considerados
membros efetivos, enquanto os outros três ficavam como suplentes. Os
outros sete membros efetivos eram sorteados entre os nomes dos professores
indicados por suas Escolas, sendo também um só para cada Escola
ou Curso de Biblioteconomia.
Essa dinâmica passou a funcionar já na 2ª Gestão do
CFB, para o triênio 1969 - 71.
A escolha dos membros da 2ª Gestão aconteceu no dia 27 de janeiro
de 1969, na Biblioteca Municipal Mário de Andrade, em São Paulo.
Os eleitos e sorteados foram: Antônio Agenor Briquet de Lemos, Maria
Letícia de Andrade Lima, Maria Mäder Gonçalves, Clara Maria
Galvão, George Cunha de Almeida, Heloísa de Almeida Prado, Annaiz
Maria Pereira Vial, Jandira Baptista de Assumpção, Ida Brandão
de Sá Pessoa, Adda Drugg de Freitas, Nancy Westfalen Correa e Maria
Nazareth M. Barros. Como suplentes ficaram: Maria Miranda de Carvalho Britto,
Neusa Dias de Macedo e Mercedes de Jesus Thomé Forti.
Como a partir desta 2ª Gestão, o CFB deveria funcionar em Brasília,
conforme mandava a Portaria nº 675 do MTPS, coincidência ou não,
o único representante do DF, Antônio Agenor Briquet de Lemos,
Professor do Departamento de Biblioteconomia e Documentação da
UnB, foi sorteado como membro efetivo, ficando também entre os três
nomes escolhidos para compor a lista tríplice a ser enviada ao Presidente
da República, para que um nome fosse escolhido como Presidente do
CFB.
Pouco tempo depois o Prof. Briquet de Lemos foi nomeado
Presidente do CFB, e a posse dos membros da 2ª Gestão aconteceu no dia 31 de março
de 1969, em solenidade realizada na Biblioteca Central da UnB, em Brasília,
perante o representante do Ministro do Trabalho, na época o Sr. Jarbas
Passarinho e com a presença também de Laura Russo, que, após
a solenidade, passou às mãos do Prof. Briquet de Lemos, algumas
caixas de arquivo, contendo os assuntos referentes ao CFB.
Não tendo disponibilidade financeira para alugar uma sala, a primeira
sede do CFB, em Brasília, foi mesmo o próprio Departamento de
Biblioteconomia e Documentação da UnB, onde ficou apenas alguns
meses, tendo que sair de lá, por motivos políticos, conforme
relata o próprio Prof. Briquet de Lemos.
Para ajudar na organização do CFB, em Brasília, e não
contando com os outros membros da Diretoria, que pertenciam a outros Estados,
o Presidente do CFB contratou um ex-funcionário da BCE, o Sr. Washington,
que tinha sido demitido da UnB, sob a alegação de atitudes
comunistas.
Assim, o Reitor da UnB, na época, o Cel. José Carlos de Azevedo,
sabendo que o ex-funcionário, acima citado, estava trabalhando no CFB,
que funcionava no Departamento de Biblioteconomia, chamou o Prof. Briquet de
Lemos e exigiu que o ex-funcionário fosse novamente demitido.
Como o Prof. Briquet de Lemos não acatou esse pedido, no dia seguinte
alugou a sala 211 no Edifício Márcia, Setor Comercial Sul, para
onde transferiu o CFB e o seu primeiro funcionário. Nessa sala o CFB
funcionou até 1979.
Apesar de todas as dificuldades em manter o CFB em Brasília, a 2ª Gestão
iniciou o cadastramento manual dos bibliotecários brasileiros, trabalho
esse continuado nas Gestões seguintes.

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