• Consideração Finais

Deve-se ao bibliotecário Sebastião de Souza professor da UnB, inscrito no CRB-1, conselheiro da 10ª. Gestão a elaboração do texto que relata os fatos históricos até o ano de 1997. Após este período o texto foi elaborado pela Comissão de Memória do CFB, tendo como base o trabalho acima referenciado.

Manter o CFB funcionando durante esses 40 anos de atividades, não tem sido fácil, por diversas razões. Algumas gestões, como a 5ª, 6ª, 7ª e 8ª, tinham Presidentes de outros Estados e como a Sede fica em Brasília, dificultava o acompanhamento dos trabalhos de maneira regular. Nas últimas gestões, 12ª. e 13ª., com o auxílio das modernas tecnologias de informação, o correio eletrônico e a internet, foi possível a aproximação e a agilidade dos trabalhos de comunicação entre os conselheiros e a secretaria do CFB, não sendo este um obstáculo ao bom andamento do trabalho das gestões.

Um fator importante que interferiu no bom andamento do CFB de algumas gestões foram os problemas financeiros, não permitindo, que algumas gestões pudessem realizar suas reuniões plenárias ou de diretoria.

Desde a 1ª até a 10ª Gestão algumas questões se tornaram crônicas como as referentes aos problemas financeiros, contábeis, prestações de contas e envio das cotas-partes dos CRB ao CFB. Esse último foi solucionado com o sistema de conta compartilhada que facilitou o envio e uniformizou o repasse das cotas-parte.

A partir da 12ª. Gestão a condução financeira do CFB foi revista a fim de sanar a situação deficitária e com os esforços dos conselheiros federais e regionais, no sentido de controle de contas, revisão de contratos bancários de conta-compartilhada para envio de cota-parte, respeito à previsão orçamentária, direcionamento das atividades para a fiscalização, treinamento em processos administrativos, contábeis, éticos e fiscalizatórios, proibição de pagamento de jetons e parcimônia nos gastos com passagens e diárias, tudo normatizado por resoluções, foi possível obter uma situação mais confortável financeiramente no CFB.

A partir do ano 2000, com a publicação de resoluções que complementam nossas leis e atuam no sentido de instrução da fiscalização em todas as suas fases, a fiscalização foi extraordinariamente intensificada pelos regionais.
Algumas gestões foram extremamente profícuas, como a 1ª Gestão, na qual três componentes da Diretoria: Laura Russo, Alice Guarnieri e Heloísa de Almeida Prado eram da mesma cidade. Assim podiam se reunir e tocar os assuntos do CFB com mais tranqüilidade e regularidade.

A primeira Gestão era composta totalmente de Conselheiras e na 8ª e 9ª Gestão, os Conselheiros efetivos eram mulheres e, curiosamente, só entre os suplentes é que apareciam homens.

Em março de 1997 a bibliotecária inscrita como número 001 no CRB-8, pediu cancelamento de sua inscrição, que por motivos de saúde não estava podendo mais exercer a profissão. Seu nome: Laura Garcia Moreno Russo, que veio a falecer no ano de 2000. Esta profissional se tornou um dos ícones da biblioteconomia no Brasil.

Da 1ª. à 11ª. Gestões, quase todos os suplentes foram convidados a assumir como membros efetivos, em vista do desligamento de Conselheiros. Na 12ª. Gestão foi chamado um suplente e na 13ª. Gestão não houve necessidade de chamar.

162 profissionais já participaram das 13 Gestões do CFB. Alguns bibliotecários foram conselheiros em mais de uma gestão: Nancy Westafen Correa foi conselheira quatro vezes; Adda Drügg de Freitas, Anibal Rodrigues Coelho, Dinorá Luna de Assis Quaresma, Margarida Maria de Andrade Lima, Maria Lúcia Pacheco de Almeida e Moema Figueiredo Brasileiro, foram três vezes Conselheiras e 30 bibliotecários foram duas vezes Conselheiros: Laura Russo, Heloísa A. Prado, Cordélia Cavalcanti, Etelvina Lima, Ida Brandão de Sá. Pessoa, Mercedes de Jesus T. Forti, Clara Maria Galvão, Murilo Bastos da Cunha, Cecília A Attienza, Francisco Luna de Albuquerque, Maria Inês Santoro Brunetti, Maria Tereza W. T. C. Andrade, Maria Lúcia Vasconcelos Coelho, Inês Rosito P. Kruel, Fernanda Ivo Neves, Norma S. Barata, Hilcke F. Weis, Lídia M. Brandão, Ana Lúcia Andrade, Farides Lucas C. Suano, Cláudia Montanino, Ida Regina C. Stumpf, Maria Lúcia Moura da Veiga Pessoa, Zeneide de Sousa Pantoja, Maria Elizabeth Baltar, Itália Maria Falcetta da Silveira, Ivone Job, Rosa Maria Ferreira Lima, Cosme Guimarães Costa e Raimundo Martins Lima.

Nesses 40 anos de atividades o CFB elaborou e aprovou 532 Resoluções regulamentando os mais diversos aspectos das atividades profissionais do bibliotecário. Dessas resoluções estão em vigor apenas 119, tendo sido as outras revogadas. Essa supressão é natural, pois retrata a atualização necessária em toda organização.

Cada gestão, dentro das limitações próprias de seus Conselheiros e Plenária procuraram realizar tudo com precisão e dignidade, em prol da classe bibliotecária e imbuída do mais alto senso profissional. Sem dúvida que a atuação do CFB e dos Conselhos Regionais contribui e vem contribuindo enormemente para o engrandecimento e a afirmação da biblioteconomia no contexto nacional.

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