Mercado porta-a-porta de livro resiste ao tempo e mostra potencial no País
Provider: DCI - Comércio Indústria e Serviços
Date: August 29, 2007


Aquele vendedor que batia à nossa porta com uma pilha de livros na mala e outra debaixo do braço não é coisa do passado, como muitos podem pensar. Pelo menos não nas periferias das grandes cidades e nas Regiões Norte e Nordeste do País, carentes de livrarias e bibliotecas. "Há mais de 30 editoras especializadas no segmento e cerca de 30 mil profissionais que continuam batendo de porta em porta com uma pilha de livros, objetivando difundir ainda mais a cultura, principalmente nas periferias das grandes cidades e nas Regiões Norte e Nordeste do Brasil, onde dificilmente se encontram bibliotecas ou livrarias", declara Luís Antonio Torelli, atual presidente da Associação Brasileira de Difusão do Livro (ABDL), entidade sem fins lucrativos que desde 1987 vem exercendo um importante papel na sociedade incentivando a cultura através da leitura, por meio da venda direta de livros.

Dados do setor revelam ainda que o segmento comercializa, em média, 35 milhões de livros por ano. "Em 2005, esse mercado movimentou R$ 780 milhões. Atribuímos este montante às vendas de coleções dos clássicos infantis e, atualmente, também aos livros religiosos, segmento que vem crescendo ano a ano", afirma Torelli.

A Associação estima que R$ 500 milhões (o que representa cerca de 15% dos três bilhões movimentados no segmento de venda direta de livros no Brasil) tenham sido negociados no ano passado pelos 30 mil vendedores do segmento (de porta a porta). "O mercado de vendas diretas está crescendo de tal maneira [só o segmento de cosméticos que movimenta hoje 6,5 bilhões e conta com 1,5 milhão de vendedores] que acreditamos que, com o atual universo de 500 empresas atuantes no mercado editorial no segmento de venda direta [atacadistas, distribuidores e crediaristas], o número de vendedores possa chegar até 400 mil", acredita o presidente da ABDL.

Para a Associação, o ato de ler é essencial, pois é através da leitura que testamos os nossos próprios valores e experiências e as dos outros. Além de ser uma importante ferramenta para enriquecer nosso vocabulário, o livro nos estimula a criar novas idéias e conhecer melhor o mundo e a nossa história. Ajudam-nos a pensar e também a sonhar. "O livro e a leitura devem se transformar, de fato, em pólos disseminadores de humanismo para o desenvolvimento e o aperfeiçoamento da sociedade", declara Torelli.

A ABDL confia no mercado de venda direta de livros, no Brasil. "Dois em cada dez livros comercializados no País são vendidos na porta do freguês." Em sua quinta edição, o próximo "Salão de Negócios", previsto para acontecer em setembro próximo (de 09 a 13), em Teresópolis, Rio de Janeiro, espera receber mais de 200 participantes do setor e contará com apoio institucional e patrocínio de editoras e empresas gráficas.

 



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