Muito prazer, eu sou bibliotecária!

Postado em 08/01/2013.

Dois jovens caminhavam pelas ruas da cidade. No caminho, encontraram uma mulher e lhe perguntaram:

• sabe onde fica a biblioteca e o que faz a bibliotecária?

• A mulher respondeu: – Eu estou indo para a biblioteca; vamos juntos, que, neste curto percurso, eu explico um pouco o que faz a bibliotecária.

• No caminho encontraram um mendigo que pedia esmola e a mulher disse: – Vocês estão vendo aquele mendigo? A bibliotecária é essencial na realização individual, na libertação do homem e ao desenvolvimento e inclusão social. Em seguida, encontraram um grupo de pessoas discutindo as questões políticas da cidade e a mulher disse: – Vocês estão vendo aquele grupo de pessoas discutindo política? A bibliotecária é a responsável pela difusão da informação.

• Ela deve se posicionar diante do cenário de forma ativa, através de sua responsabilidade social e política perante a sociedade. Mais adiante, passaram pelos casarões e sobrados e a mulher disse: – Vocês estão vendo os casarões e os sobrados? A bibliotecária participa do processo de construção da memória de um passado, organizando, disseminando e preservando a história.

• Logo depois, encontraram várias crianças lendo livros na praça, a mulher então disse: – Vocês estão vendo aquelas crianças lendo? A bibliotecária não ensina só a ler, ensina também a gostar de ler e a ler o mundo, desenvolvendo diversas formas de linguagem, ampliando o vocabulário, formando o caráter e a confiança na força do bem.

• Continuando o caminho, depararam-se com uma universidade e a mulher disse: Vocês estão vendo aquela universidade? A bibliotecária tem o papel de tornar a biblioteca universitária como mantenedora da tríade acadêmica – ensino, pesquisa e extensão. Passaram diante de uma escola e a mulher disse: – Vocês estão vendo aquela escola? A bibliotecária é fundamental no planejamento do ensino e aprendizagem cidadã, como educadora e mediadora, participa de todo o processo de pesquisa e democratização da informação.

Quando já estavam chegando à biblioteca, a mulher disse: – Vocês estão vendo aquele casal de idosos de mãos dadas? Pois o amor causa um enorme impacto na forma como as pessoas agem e se sentem. Existem muitos tipos de amor e cada um deles tem o poder de contribuir para a nossa saúde. Todos estão repletos dos melhores sentimentos; a bibliotecária trabalha com o maior deles, o amor ao próximo, onde busca satisfazer as necessidades, fortalecendo o corpo e o espírito do indivíduo, através do acesso à informação. Ser bibliotecária – disse a mulhe – é uma lição de vida onde a pronúncia do seu nome representa o som da democracia, da liberdade social, política e cultural da sociedade. É como se a bibliotecária estivesse á beira do tempo e, atentamente observasse todos os movimentos e atitudes.

Escuta, reflete e analisa as necessidades, solucionando os problemas informacionais em qualquer fonte de informação para todo tipo de usuário. A mulher deu uma pausa e disse: – “Onde houver a necessidade de se gerenciar a informação é necessário a presença de uma profissional bibliotecária”.

Os jovens ficaram abismados com tanta informação e comentaram entre eles: – Que mulher era esta com tanto conhecimento, consciente do que fala, sensível, que podia ser sentida pela sua emoção demonstrada através das suas palavras! Por tudo que foi dito por ela, a bibliotecária pertence ao passado, presente e cada vez mais ao futuro.

E antes que a mulher desaparecesse, os jovens comentaram: – Você nos deu uma aula sobre a bibliotecária na cidadania, democracia, cultura, leitura, pesquisa, política, inclusão social, preservação, disseminação, nos direitos e deveres, no social e no amor, mas não disse, em nenhum momento, quem é? A mulher respondeu com toda postura, firmeza, orgulho e com muita harmonia que podia ser vista pela energia que brotava do brilho de seus olhos: – Muito prazer, eu sou bibliotecária!

Autor: Marcio Henrique Almeida

Professor, bibliotecário, especialista e consultor em Gestão de Arquivos

Fonte:http://imirante.globo.com/oestadoma/noticias/2013/01/04/pagina237050.asp