Biblioteca Escolar

Projeto na Íntegra: 2 MIOLO

Capa: 3 capa

Aprendiz no século 21: 6 aprendiz_seculo21_10-11-10

Ante Projeto de lei Biblioteca Escolar Estadual: 4 AnteProjetodeLeiBibliotecaEscolarEstadual

Ante Projeto de lei Biblioteca Escolar Municipal: 5 AnteProjetodeLeiBibliotecaEscolarMunicipio

Apresentação

“Este documento constitui um referencial para a qualidade das bibliotecas escolares do país. Estamos falando de bibliotecas que são espaços de aprendizagem que propiciam e estimulam conexões entre saberes; que são laboratórios − não de equipamentos e apetrechos − mas de ideias.

Teve sua origem no Projeto Mobilizador Biblioteca Escolar: construção de uma rede de informações para o ensino público, lançado em 2008 pelo Sistema CFB/CRBs (Conselho Federal de Biblioteconomia/Conselhos Regionais de Biblioteconomia), que argumentava
a favor da criação de bibliotecas nas escolas públicas do país.

Nesta ocasião, o CFB buscou parcerias para desenvolver as ações propostas no Projeto Mobilizador, que pudessem embasar o objetivo de dotar as escolas brasileiras com bibliotecas de qualidade, que contribuíssem efetivamente na formação de crianças e jovens.

Acolhendo a parceria proposta pelo CFB, o Grupo de Estudos em Biblioteca Escolar (GEBE) da Escola de Ciência da Informação da UFMG, se dispôs a elaborar parâmetros para criação
e avaliação de bibliotecas escolares. Tais parâmetros constituem um referencial flexível para que escolas – públicas ou particulares – embasem sua decisão sobre a biblioteca com a qual desejam contar. Podem ser catalizadores de mudanças em escolas que entendem a biblioteca como espaço de aprendizagem.

O processo de elaboração dos parâmetros teve início com um estudo da situação das bibliotecas escolares do país. Partindo desta realidade – e tendo como base teórica a noção de biblioteca escolar como espaço de aprendizagem – o GEBE pode definir o que é uma
biblioteca escolar brasileira e, a partir daí, apresentar indicadores que apontam níveis a serem alcançados, dependendo da vontade e das possibilidades de cada escola em investir na sua biblioteca.

Espera-se que, no nível básico, os indicadores sejam um ponto de partida, servindo para orientar a maioria das escolas que desejem criar sua biblioteca ou reformular espaços que ali já existem, mas que não podem ser considerados como biblioteca. No nível exemplar os indicadores significam um horizonte a ser alcançado.

Estes parâmetros devem ser vistos como referenciais flexíveis, a serem modificados na medida em que se consolidarem como instrumentos úteis para balizar o aperfeiçoamento das bibliotecas escolares do país.

Belo Horizonte, 13 de outubro de 2010

Nêmora Arlindo Rodrigues
Presidente do Conselho Federal de
Biblioteconomia – 14ª e 15ª gestões
http://www.cfb.org.br

Bernadete Campello
Coordenadora do Grupo de
Estudos em Biblioteca Escolar
http://gebe.eci.ufmg.br